O Governo de Moçambique assegurou um investimento inicial superior a 160 milhões de dólares para a modernização do Corredor da Beira, através de um memorando de entendimento assinado com um consórcio de empresas chinesas.
Parceria estratégica para reforço logístico
O acordo foi celebrado entre o Ministério dos Transportes e Logística e as empresas Union Zhongmei e Union Portlink Capital, sendo rubricado pelo ministro João Matlombe.
A iniciativa surge num contexto de pressão sobre a competitividade do Porto da Beira, que enfrenta constrangimentos operacionais significativos.
Principais componentes do projecto
O plano de investimento será implementado por fases e inclui:
- Construção de uma estrada directa de acesso ao porto, para reduzir o congestionamento no troço Beira–Machipanda (EN6)
- Desenvolvimento de um porto seco no Dondo, com ligação rodoviária dedicada
- Criação de um centro de fracção logística para optimizar o manuseamento de mercadorias
Numa fase posterior, está prevista a modernização interna do porto.
Desafios actuais de competitividade
Segundo o ministro João Matlombe, os tempos de espera no terminal de carga podem ultrapassar 60 dias, chegando a 90 dias no caso de combustíveis, o que tem afectado a eficiência da infra-estrutura.
Esta situação tem levado à perda de carga para o Porto de Dar es Salaam, reduzindo a competitividade do corredor e impactando as receitas do Estado.
Importância regional
O Corredor da Beira é uma infraestrutura estratégica para o escoamento de mercadorias de países do hinterland, como:
- Zimbabwe
- Zâmbia
- Malawi
A sua modernização é considerada essencial para reforçar a integração regional e melhorar o posicionamento logístico de Moçambique.
Diplomacia económica e investimento
A assinatura do acordo ocorreu no âmbito da visita oficial do Presidente Daniel Chapo à China, reflectindo a estratégia do Governo de mobilizar investimento externo para infra-estruturas críticas.
Perspectiva
Com este investimento, o Governo pretende reduzir constrangimentos logísticos, aumentar a eficiência operacional e reposicionar o Corredor da Beira como uma rota competitiva para o comércio regional e internacional.
Fonte: MzNews.